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Idioma inglês decide ascensão profissional.

O conhecimento de uma língua estrangeira, em especial o idioma inglês, é cada vez mais decisivo da ascensão da carreira do executivo. Nas empresas de porte mundial do Distrito Industrial, a exigência de noções básicas do idioma deixa de ser determinante para o candidato conseguir o emprego apenas nos níveis técnico em diante.

Em algumas empresas, como a Nokia, até os empregados de chão de fábrica estão sendo selecionados com ênfase nesse conhecimento.
Investir no estudo do idioma, portanto, é uma certeza de estar dando um passo rumo a um futuro mais promissor.

Descuidar do aprendizado, ao contrário poderá resultar em frustrações.
No último final de semana o consultor Durval Braga, 31, da Alliance e a diretoria de uma grande multinacional se debruçaram sobre um problema: promover ou não uma executiva altamente qualificada.

Sem o necessário domínio do idioma, a empresa temia que o profissional negociasse em desvantagem em uma conversa pessoal ou mesmo através do telefone com um cliente mais exigente do outro lado do mundo.
As exigências se estendiam para as necessidades do cargo, que exigia teleconferências e viagens de negócios.

Após as avaliações e longas análises, foi constatado que a executiva não possuía condições para o cargo pelo seu desconhecimento da língua padrão no mundo dos negócios.

“O conhecimento do idioma hoje é crucial”, avalia Durval, economista e especialista em marketing.

No seu trabalho ele presta consultoria para as empresas com avaliação do nível dos candidatos, dos cursos de idioma e da evolução no aprendizado.

“Hoje é raro encontrar no Distrito um empregado no nível técnico em diante que não tem contato com a língua inglesa”, revela. A maioria das pessoas precisa ler manuais, procedimentos técnicos e procuram saber um pouco mais sobre sua área para evitar contratempos no dia-a-dia.
As empresas também apostam mais em quem já possui um maior conhecimento. Quanto maior o nível, maior a chance de obter uma bolsa ou a maior parte dela para estudar. O motivo é simplesmente econômico.

Se o empregado possui maior domínio, menor o tempo e o investimento da empresa no aprendizado.

A Alliance presta consultoria lingüística para empresas com a Brastemp, Recofarma, Aduana, de despachos, e ainda a Sony. Esta última exige para os altos cargos o teste ELSA da Câmara Londrina, que credencia o aluno para o inglês de negócios. Já o teste TOEIC é aplicado nos Estados Unidos, também no uso comercial.

É do mesmo ramo do conhecido TOEFL, sendo este uma exigência para o mundo acadêmico.

Segundo Durval, é importante o aluno saber com está o andamento do seu aprendizado em um determinado curso.

Isso é feito mediante o estabelecimento de um cronograma de aprendizado. Se no final de determinado prazo os objetivos não foram alcançados, é preciso rever as metas, ou até mudar de instituição de ensino.

“Traçamos as metas e orientamos”, explica. Para cada Estágio no Distrito, é necessário um determinado nível de conhecimento da língua, que iniciam nas noções, passam pela proficiência e até o domínio completo, inclusive gramatical.

Fonte: Diário do Amazonas



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